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PRIMEIRO TRIMESTRE_por Paula Pio Donato

PRIMEIRO TRIMESTRE PAULINHA

O Primeiro Trimestre

Prazer, sou a Paula Pio Donato!

Como amiga e admiradora da Thiara, fiquei honrada com o convite para escrever sobre esta fase tão nova e singular da minha vida: a gravidez.
Afinal, são tantos anseios, hormônios, expectativas, que cabe um mundo de dizeres.
Sobre o primeiro trimestre, preciso pontuar alguns tópicos relevantes, para que vocês realmente saibam da minha história, relembrem as vivências de vocês ou simplesmente, se permitam “viver” um pouco da minha.
Sou casada há 7 anos e meio e apesar de sempre ter pensado na maternidade, não sabia ao certo qual seria o momento ideal. Casei com 21 anos e o meu marido tinha apenas 22.
Muitos questionavam quando teríamos filhos, já que estávamos casados há um tempo considerável, apesar da pouca idade (hoje, tenho 28 e estou prestes a completar 29!).
Mas sempre tivemos uma sintonia incrível e não deixamos que nos influenciassem, porque tínhamos alguns objetivos antes de criarmos “coragem” para darmos esse passo tão importante na vida de um casal. E graças a Deus, tudo se encaixou perfeitamente!!! A decisão foi mútua e surgiu de uma maneira muito nítida em nossos corações. Tanto que, quando víamos bebês, ficávamos emocionados.
Se acho que é preciso planejar TUDO, sempre? Não. Acredito que Deus tem o tempo correto para todas as coisas.
Tomei remédio por muito tempo e quando de fato quis parar, no fim de 2015, coincidiu com o alarde em torno do Zika Vírus, super incerto até aquele momento. Minha médica pediu que eu esperasse alguns meses, já que era verão e o Ministério da Saúde advertia que as tentantes adiassem um pouco. No meio do ano seguinte, com o clima e os alardes iniciais amenizados, tive o aval para engravidar.
Logo no primeiro mês que parei a pílula, engravidei. Foi uma alegria sem fim. Primeiro e único teste de gravidez que fiz na vida deu positivo. Como coincidiu, contei para toda a família no Dia dos Pais e foi uma emoção sem fim.
Infelizmente, o embrião não evoluiu como deveria e pela primeira vez na vida, precisei enfrentar um centro cirúrgico, para realizar uma curetagem. Meu marido não estava presente, porque estava fora do país a trabalho. Não foi nada fácil sair da euforia ao luto.
Mas Deus realmente me sustentou, trouxe a família toda e os amigos pra perto e me deu uma paz que transcendeu todo o meu entendimento.  Em nenhum momento questionei o motivo, simplesmente porque não competia a mim julgar aquilo que Ele determinou. Sigo crendo que nenhuma folha cai sem a permissão divina. Simplesmente enfrentei a realidade e segui com fé de que tudo daria certo no tempo oportuno.
Depois da curetagem (setembro/16), ainda tive sangramentos bem preocupantes, já que ficaram vários coágulos no meu útero. Intensificaram a minha medicação e me fizeram retornar diversas vezes ao hospital, até que o tudo se normalizasse.
A médica que me acompanhou, pediu exames para analisar se de fato havia algum problema. Mas os exames descartaram qualquer complicação e ela me disse para eu procurar outro colega de profissão para me acompanhar na próxima gestação, já que não fazia pré-natal de risco (pelo meu histórico). Eu desconhecia a existência de um obstetra especializado em gravidez de risco, mas marquei uma consulta com a Dra. Vanessa por via das dúvidas.
Uma RESSALVA importante: os médicos deveriam ter mais tato para falar com seus pacientes. Não devo generalizar, mas passei por vários nesse período que acabei de descrever e muitos foram insensíveis. Se eu fosse uma pessoa hipocondríaca, poderia entrar em pânico só de pensar que, de fato, minha segunda gravidez seguiria o mesmo rumo.
Graças a Deus a Dra. Vanessa analisou todos os meus exames e confirmou algo que estava claro pra mim: eu não pertencia a essa zona de risco. Não tinha problema algum e simplesmente estava entre os 20% das mulheres que sofrem abortos naturais (normalmente, por má formação).
Enquanto a outra ginecologista pediu que eu esperasse no mínimo 6 meses para tentar novamente, a minha médica atual me liberou a partir do terceiro mês pós curetagem.
E mais uma vez Deus me surpreendeu positivamente, já que o meu 3° ciclo veio no dia 29/12/16 e eu já engravidei em janeiro deste ano (SIM, de novo, logo no 1° mês que tentei!).
Descobri porque estava com 2 dias de atraso. Mas como não senti nenhum sintoma, imaginei que isto estava relacionado a um jejum intermitente que fiz. Comprei o teste incentivada pelas minhas amigas e cheia de curiosidade. Foi uma alegria sem fim ver o POSITIVO de novo, tão rapidamente.
Não aguentei de felicidade e contei logo ao meu marido, aos familiares e aos amigos próximos. A ansiedade foi tamanha que contei por telefone mesmo desta vez. Sequer fiz rodeios para falar com um a um pessoalmente, rs.
Quanto a não compartilhar a gestação antes das 12 semanas: nunca me preocupei com isso, mesmo depois do que aconteceu. Simplesmente porque não espero pelo PIOR. Apenas acredito no melhor. E a descoberta da gestação é um misto de tantas emoções que simplesmente não consegui esconder dos meus amados. Fora que o carinho recebido é impagável nessa hora mágica. Realmente é uma DÁDIVA.
Bom, aí vieram os exames e as consultas. O de sangue, o pedido do 1° ultrassom, o receio e as orações de todos que acompanharam a minha história, para que eu não me frustrasse de novo, enfim.
Os médicos só nos tratam como grávidas mesmo depois do ultrassom, porque precisam se certificar que a gravidez não é ectópica, de que os batimentos cardíacos estão dentro da normalidade, etc e tal.
E lá fui eu, com o meu Fê a tiracolo, para o nosso primeiro ultrassom. Estava com 8 semanas e quando ouvi o alto e bom som do coração, não me contive! Fiquei extremamente emocionada e agraciada. Esperei muito por este momento e foi reconfortante saber que tudo estava bem.
Minha cabeça já não parava de fervilhar. Na verdade, desde que soube que estava grávida, virei PhD no assunto, rs. Porque já li zilhões de artigos e estou vivendo cada etapa intensamente.
Confesso que apesar dessa imersão, a “ficha ainda não caiu” completamente. Afinal, a mudança do meu corpo e os sintomas não são tão notórios ainda e a vida segue da mesma maneira.
Claro que a barriga ficou um pouco mais arredondada, os seios aumentaram e ficaram sensíveis, as idas ao banheiro se intensificaram, veio um pouco de fadiga logo no começo, um misto de sono e cansaço na parte da tarde, queda de pressão em alguns momentos (principalmente em ambientes muito quentes e aglomerados), senti a digestão muito lenta e um “estufamento” diário, que roubou um pouco do meu apetite costumeiro.
Embora tudo isso tenho sido muito esporádico até o momento, só resumi os sintomas até aqui. E ainda não engordei e nem sofri com ânsia ou vômitos (graças a Deus!).
Já retomei as atividades físicas: pilates 2x na semana e caminhadas leves, o que me deu mais disposição.
Quando completei 8 semanas, também fiz a sexagem, para descobrir se eu esperava um menino ou uma menina. O exame detecta a presença ou ausência do cromossomo XY no sangue da mãe. Quando existe, é menino, caso contrário, menina, porque todas as mulheres são XX.
E aproveitei o ensejo para organizar um Almoço de Revelação apenas para a família e pouquíssimos amigos. Nem eu e nem o Felipe sabíamos, o que gerou uma expectativa absurda. Os grupos de WhatsApp das nossas famílias ficaram agitadíssimos ao longo da semana que antecipou a tal revelação, rs. Apenas a minha cunhada, que é cake designer, sabia! Pegou o resultado do exame e fez a massa do bolo com a cor do sexo, para cortarmos e descobrirmos junto de todos.
Foi um momento único e muito feliz. Tinham aqueles que juravam que era menino e os que achavam que era menina (boa parte dos convidados foram vestidos de azul ou rosa, de acordo com os palpites que tinham!!!). Mas no fundo, todos queriam mesmo que o nosso baby viesse cheio de saúde e perfeito. E no fim, teremos um primogênito. O Enzinho!!!
Já ganhamos diversos presentes fofos para o nosso pequeno e todo esse AMOR, tanto através de gestos quanto palavras, tem nos deixado extasiados.  Tudo permite que a nossa “ficha caia” cada dia mais e acompanhe e a evolução semanal.
Em breve contarei mais novidades e tentarei ser mais sucinta, rs.
Obrigada por terem lido até aqui e espero que a minha verdade se transforme em benção para a vida de vocês, sejam homens ou mulheres que esperam algo da parte de Deus.Com carinho,

Paulinha

(Gostaria de agradecer imensamente a oportunidade da Thi e ao meu maior incentivador e parceiro da vida: meu marido lindo que certamente será um PAI incrível para o nosso filho.)